Sánchez toma posse e trabalha na composição do novo governo da Espanha

Fonte: UOL Publicado em

O líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, tomou posse nesta quarta-feira como presidente do governo da Espanha e já trabalha para fechar a composição do novo gabinete ministerial e cumprir a promessa de divulgar os nomes dos titulares das pastas até a próxima semana.

Sánchez foi eleito ontem pelo Congresso com a margem mais estreita da história recente dos pleitos no país — apenas dois votos a mais do que o necessário — e vai liderar o primeiro governo de coalizão na Espanha desde a redemocratização do país em 1978.

Em uma cerimônia simples, Sánchez foi empossado pelo rei da Espanha, Felipe IV, depois de prometer cumprir as obrigações do cargo. O monarca brincou que o evento foi “rápido, simples e sem dor”, provocando risos entre os presentes.

“A dor vem depois”, alertou Felipe IV.

O líder do PSOE concordou com o monarca, mas mostrou alívio de ter conseguido resolver um impasse político que já se arrastava desde as eleições de abril do ano passado, quando não foi capaz de construir acordos para ser reconduzido ao cargo de presidente do governo.

“Oito meses para dez segundos”, respondeu Sánchez, citando o tempo que durou a cerimônia de hoje. “Demos muitas preocupações a ele”, completou, em referência ao rei.

Depois da posse, Sánchez disse nas redes sociais que está comprometido em fazer a Espanha avançar em valores progressistas, sem “deixar ninguém para trás” e colocando os espanhóis no centro da política.

Na primeira votação no Congresso dos Deputados, realizada no domingo, Sánchez teve 166 votos em seu favor e 165 contrários, mas precisava da maioria absoluta — 176 votos — para se eleger.

Ontem, na segunda votação, na qual o candidato à presidência do governo deve ter mais “sins” do que “nãos” para se eleger, o líder do PSOE levou a melhor por uma vantagem de dois votos, contando com a abstenção de 18 parlamentares de dois partidos independentistas, a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e o EH-Bildu, do País Basco.

Governo estável, construtivo e duradouro

Enquanto os socialistas anunciavam ontem que a composição dos ministérios será divulgada na próxima semana, o Unidas Podemos já antecipou a indicação de alguns nomes em diferentes áreas, gerando incômodo entre os aliados.

Em entrevista, a vice-presidente do governo da Espanha, Carmen Calvo, negou a existência de rusgas entre os partidos e disse que Sánchez precisava de pouco tempo para realizar as mudanças que considera importantes para formar um governo estável, construtivo e capaz de durar os quatro anos de mandato.

A única certeza até o momento é que o Unidas Podemos terá o direito de indicar quatro ministros. Além disso, o líder da legenda, Pablo Iglesias, ocupará a vice-presidência de Assuntos Sociais.

Entre os nomes já divulgados estão o de Manuel Castells, conhecido sociólogo e economista, que comandará o Ministério de Universidades, o de Alberto Garzón, líder da Esquerda Unida, que ocuparia o Ministério de Consumo, que seria criado. Já Irene Montero, porta-voz do Unidas Podemos no Congresso, deve comandar a pasta de Igualdade. A deputada Yolanda Díaz é a favorita para ser a nova ministra do Trabalho.

Pelo lado do PSOE, Sánchez anunciou durante a campanha que alguns dos ministros seguiriam em seus cargos. São os casos de Nadia Calviño (Economia), José Luis Ábalos (Fomento), Fernando Grande-Marlaska (Interior), María Jesús Montero (Fazenda), Margarita Robles (Defesa) e Teresa Ribera (Transição Ecológica).

Contatos com o independentismo catalão

Restabelecer as relações com o governo da Catalunha é uma das prioridades da coalizão liderada por Sánchez. Por isso, pessoas próximas ao líder do PSOE indicaram que haverá uma reunião em breve entre ele e o presidente regional da província, Quim Torra.

Fontes do governo catalão indicaram hoje à Agência Efe que esperam que essa reunião ocorra o “mais breve possível”. O desejo dos independentistas é que os dois se encontrem antes do início dos trabalhos da mesa de negociação sobre a crise na Catalunha, um dos pontos do acordo entre os socialistas e os integrantes do ERC para facilitar a posse de Sánchez.

 

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