Pesquisa revela que empresas suecas planejam investir mais no Brasil em 2017

Apesar da crise econômica, cerca de 80% das empresas pesquisadas têm uma perspectiva positiva em relação ao mercado para o futuro

A Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham), com o apoio da S/A LLORENTE & CUENCA consultoria de comunicação, lança hoje a quinta edição da Swedish Business Climate in Brazil, pesquisa anual sobre as perspectivas das empresas suecas no País.

Em geral, as empresas estão satisfeitas com suas operações no Brasil. Cerca de 80% das companhias pesquisadas mostram uma perspectiva positiva em relação ao futuro, e duas em cada três empresas têm como objetivo de médio prazo aumentar suas operações no País, apesar de constatarem que a situação política brasileira teve impacto negativo em seus negócios.

 “As empresas suecas continuam otimistas com o Brasil, e se o cenário político e econômico melhorar haverá ainda mais oportunidades de negócios no curto prazo”, diz Jonas Lindström, diretor executivo da Swedcham. “ Um dado relevante é que 43,5% delas pretendem contratar funcionários no ano que vem”, exemplifica Lindström.

Aproximadamente 50% das empresas pesquisadas planejam aumentar os investimentos em até 15% durante 2017, principalmente para as áreas de marketing, vendas, serviços e manufatura.

“ É importante constatar que o marketing e a comunicação estão nos planos das companhias suecas, pois quem investe em reputação certamente tem mais oportunidades de negócios”, afirma Marco Antonio Sabino, sócio e presidente da S/A LLORENTE & CUENCA.

 

Desafios e barreiras

Apesar do otimismo, ainda existem barreiras a serem vencidas. A burocracia e o PIB negativo são pontos importantes a superar para que o desempenho do País melhore. As companhias pesquisadas também destacaram que ações do governo em relação às taxas e a outros incentivos à produção são essenciais para que haja progresso.

Outro desafio é a presença das mulheres em posições de comando nas organizações suecas, dado novo que foi incluído na pesquisa deste ano.  Elas representam 33% da força de trabalho, mas menos de 10% ocupam cargos de liderança. No Brasil, esse índice atinge 11%, ou seja, existe oportunidade de melhoria desse porcentual.

O fortalecimento da responsabilidade social corporativa também é uma prioridade importante. Duas em cada três companhias devem incluir o tema como parte de seu Balanced Scorecard, com o foco na erradicação do trabalho infantil e no desenvolvimento de comunidades locais e igualdade de gêneros.

A pesquisa deste ano, realizada também em diversos países do mundo, durante a segunda quinzena de agosto, mostrou que os setores de engenharia, automotivo e de serviços predominam no estudo, correspondendo a 75% do total de empresas suecas no Brasil, como ABB, Volvo, Scania, Tetra Pak, Electrolux e Ericsson. A Embaixada da Suécia, o Consulado Geral da Suécia no Brasil e o Business Sweden (Swedish Trade and Invest Council) também apoiaram a iniciativa.

Fonte: 
LLORENTE & CUENCA
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