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Cámara Española realiza workshop sobre SAC
Por Fernando Ciupka, Cámara Española
A Cámara Oficial Española realizou hoje, junto ao seu comitê jurídico, um workshop sobre o decreto nº 6.523, que regulamenta o SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor.
O sócio do escritório Demarest e Almeida Advogados, Ricardo Inglez Souza, falou sobre os aspectos legais e os direitos do consumidor referentes ao Decreto.
Para a ex-ouvidora do Banco Real, Giselda Giampetro, uma das dificuldades em implementar o SAC dentro de uma empresa está no gasto com recursos pouco utilizados “Em três anos de Banco Real, nunca existiu uma ligação de alguém com deficiência auditiva ou de fala”, afirmou Giselda ao explicar que uma das exigências do novo decreto é atribuir à empresa número e recursos telefônicos a esse fim.
Encerrando o workshop, Rodrigo Gonsales da Everis Consultoria comentou o que as empresas precisam fazer para se adequar ao novo decreto. “Muito mais do que olhar o SAC, as empresas terão que se preocupar com suas formas de negócio”.
[ 19/11/2008 ]
Cámara Española realiza 1º Seminário de Infra-Estrutura
A Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil realizará o 1º Seminário de Infra-Estrutura no Centro de Eventos PANAMBY-CENESP, no dia 27 de novembro.
O evento irá abordar o investimento em Infra-Estrutura no Brasil e as experiências da Espanha em quatro painéis: PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Saneamento, Logística – Ferrovias/Rodovias e Portos/Aeroporto.
Participações confirmadas da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e da ministra espanhola do fomento, Magdalena Álvarez.
Veja a programação completa na agenda de eventos.
Serviço:
1º Seminário de Infra-Estrutura
Evento: Data: 27/11/2008
Local: Centro de Eventos PANAMBY-CENESP – Av. Maria Coelho Aguiar, 215 – Bloco G – 2º andar, Santo Amaro – SP – 05804-900
Horário: 08h15 às 17h00
Inscrições: R$ 200,00 (associados da Cámara) – R$ 250,00 (não-associados)
Informações e credenciamento de imprensa
Raquel Marques
Tel: (55 11) 5508-5967
raquel@camaraespanhola.org.br
Informações do evento e RSVP:
Sabrina Veloso
Tel: (55 11) 5508-5964
sabrina@camaraespanhola.org.br
[ 06/11/2008 ]
Clarke Modet firma parceria com CIETEC para proteção da propriedade intelectual
O acordo prevê apoio às empresas incubadas através da preservação dos direitos de Propriedade Intelectual no desenvolvimento da ciência e tecnologia
Para impulsionar o mercado de marcas e patentes, a Clarke, Modet & Co. – empresa de origem espanhola com 129 anos de atuação em Propriedade Intelectual –, firmou parceria com o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (CIETEC), o maior centro incubador da América Latina. A colaboração entre a Clarke e o CIETEC incentiva empresas incubadas a protegerem sua propriedade intelectual e propaga a importância dessa ação no Brasil.
O CIETEC é o resultado do convênio estabelecido entre a Secretaria do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo (Sebrae-SP), a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Com a parceria, as 127 empresas das mais diversas áreas, incubadas pelo CIETEC, desfrutam de assessoramento gratuito em consultas sobre temas atinentes à Propriedade Intelectual e desconto de 10% sobre os serviços da Clarke, Modet, incluindo registro de patentes e marcas, contratos de transferência de tecnologia, investigação e posicionamento tecnológico, valoração de ativos intangíveis e gestão da Propriedade Intelectual, entre outros.
“Registrar a patente é uma ação de grande importância para o crescimento e fortalecimento de uma empresa. Para isso, é fundamental que o inventor conte com o auxílio de uma empresa especializada.” explica Antonio Trajano L. Ribeiro da Silva, Diretor-Geral da Clarke, Modet no Brasil.
O registro protege os direitos do inventor durante um período de 20 anos, permitindo-lhe a defesa contra terceiros que produzam e/ou comercializem seu invento sem o seu consentimento.
Fonte: SPMJ Comunicação
www.spmj.com.br
[ 10/10/2008 ]
Setor imobiliário brasileiro atrai investidores e é destaque de seminário na Câmara Española
“Necessidades criam oportunidades”, afirmou o professor e coordenador da FGV Projetos Fernando Garcia, ao explicar a crescente expansão do setor imobiliário no país.
Segundo ele, o processo de formação de novas famílias, que é influenciado pela evolução da renda e pelo crescimento populacional é um dos fatores que move o mercado imobiliário pois cria novas necessidades.
Para Garcia a potencialidade do mercado habitacional dará um grande salto nos próximos anos: “O investimento no setor habitacional passará dos 165, 2 bilhões para 450 bilhões até 2030”, afirma.
Este cenário otimista foi o tom do 1º Seminário Investimentos Imobiliários Brasil – Espanha realizado no último dia nove, na sede da Cámara Española, para debater as perspectivas do mercado e o investimento de incorporações imobiliárias no país.
O economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, destacou que a ascensão da classe média, hoje o extrato mais numeroso do país, ampliou o interesse das construtoras, até então, especializadas em imóveis de alto padrão. “Nos dois últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas e alcançaram a classe C, a porta de entrada para a sociedade de consumo.”
Para Petrucci a expansão do setor não é motivo de preocupação: “As famílias estão mudando e o processo inflacionário está mais seguro. O presidente do Grupo Eugenio, Mauricio Eugenio, compartilha da mesma opinião: A indústria imobiliária brasileira é um negócio excepcional”.
O momento favorável, com inflação controlada e política estável também atrai os investidores espanhóis. O Grupo Balboa, chegou ao Brasil em 2005 para operar no mercado de primeira residência. O diretor do Grupo, Jonas Balboa, explica que o tamanho do mercado brasileiro foi uma das principais razões para investir no país.
O advogado espanhol Jaime Llopis comentou em sua palestra sobre a preferência no mercado brasileiro. “O homem de negócio espanhol está muito familiarizado com o Brasil. E a América Latina é a menina dos olhos do setor imobiliário”.
Patrícia Freitas, sócia do escritório Zilveti e Sanden Advogados, ressaltou a importância de estar preparado na hora de fazer um negócio. “Os negócios (imobiliários) estão cada vez mais sofisticados, os contratos cada vez mais atípicos e estruturados. O consultor deve transformar-se em um viabilizador”, salientou a advogada.
O foco no meio ambiente ficou a cargo de Álvaro Gutierrez, gerente ambiental da Idom Consultoria. O geólogo fez questão de ressaltar que as questões ambientais não são um impeditivo dos investimentos. “É preciso tomar medidas preventivas na hora de selecionar os terrenos e definir onde investir. Quando se conhece antes o terreno problemático, é possível até fazer uma negociação vantajosa.",
As fotos do evento e as apresentações dos palestrantes estão disponíveis no site da Cámara Española: www.camaraespanhola.org.br
[ 11/09/2008 ]
Presidente da Cámara acredita ser o momento ideal para expansão espanhola no país
Por Raquel Marques, Cámara Española
“Há milhões de pessoas com capacidade para comprar e grandes empresas com capacidade para investir”, declarou o presidente da Cámara Española, Ramón Sánchez, durante o café-da-manhã realizado no dia 16 de julho no Hotel Renaissance.
O evento serviu para apresentar aos membros da delegação de Castilla y León, presidida por Juan Vicente Herrera, diferentes visões de como fazer negócios no Brasil.
Ramón Sánchez comentou sobre o bom momento para as empresas espanholas iniciarem sua expansão no país. Segundo ele, o Brasil atravessa uma boa fase por estar com a economia estável e a inflação controlada. Também apontou os setores agroalimentício, de biocombustíveis, energias renováveis e infra-estruturas como os mais interessantes para o investimento.
Sánchez assegurou que o Brasil é um território conhecido devido a presença das empresas espanholas no país há muitos anos, com muitas indústrias já fixadas.
O presidente da Cámara finalizou fazendo um convite aos empresários presentes para se aproximarem da Cámara Española como parceiros no intuito de ajudá-los no processo de entrada no país.
As apresentações ficaram a cargo de Inés Menéndez de Luarca da Oficina Econômica e Comercial da Embaixada da Espanha, Mario Ruiz Tagle da Iberdrola, Enrique Orge do Grupo Calvo, Julian Lozano da Cuatrecasas e Marcos Medeiros do Banco Santander.
A delegação da Junta e Castilla y León esteve no país do dia 14 a 17 de julho para promover a cultura, o turismo e a economia. Durante a visita, participaram de encontros com empresários e entidades do país, além de se reunirem com o presidente Lula e alguns membros do governo.
[ 22/07/2008 ]
Cámara Española promove Jantar de Gala com entrega de prêmios
Por Raquel Marques, Cámara Española
No último dia 11 de junho, quarta-feira, a Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil realizou um evento de gala no hotel WTC para premiar iniciativas que ajudaram a difundir a imagem da Espanha no Brasil e contribuíram com o estreitamento da relação bilateral entre os dois países.
Durante o Jantar foram distribuídos quatro prêmios. Três deles na categoria de Responsabilidade Social Corporativa para os melhores projetos feitos em benefícios da sociedade brasileira que foram publicados no livro: Memória de Responsabilidade Social das Empresas Associadas à Cámara Espanhola.
Na categoria jornalismo, a Cámara Española premiou, pelo segundo ano consecutivo, o profissional que se destacou ao retratar a imagem da Espanha no Brasil, bem como a relação bilateral entre os dois países.
O evento ainda teve uma apresentação de dança flamenca com o grupo Pulsarte e sorteio de brindes e viagens para os presentes, entre eles grandes executivos de algumas das principais empresas espanholas instaladas no país como Santander, Telefonica, Endesa e OHL.
[ 13/06/2008 ]
Comitê de Recursos Humanos promove seu primeiro encontro
Por Raquel Marques, Cámara Española
A Cámara Española realizou ontem, 29 de maio, a primeira reunião do Comitê de Recursos Humanos para apresentar a estrutura do Comitê e o planejamento das atividades para 2008.
O coordenador, Marco Boemeke, explicou que a idéia do Comitê ganhou força depois do acordo feito entre a Cámara e o Universia para fomento a empregabilidade.
A gerente de RH da OHL Brasil, Eliana Cachuf, manifestou a satisfação em participar como secretária devido à importância de um grupo como esse: “É uma ótima oportunidade de trocarmos experiências e dividirmos dificuldades,” ressaltou.
Após a apresentação detalhada da parceria com o Universia, a pauta voltou-se para quais assuntos deveriam ser discutidos e que tipo de eventos seriam interessantes para que o grupo não se torne apenas mais um, entre tantos existentes na área. De comum acordo, todos se disponibilizaram a trazer sugestões de temas para palestras e debates para o próximo encontro.
Questionados pelo coordenador sobre as expectativas para o Comitê, a maioria dos presentes ressaltou que busca um espaço para compartilhar conhecimentos através das experiências de cada um, além de discutir as melhores práticas.
Para visualizar as fotos do evento acesse a Cámara Virtual.
[ 30/05/2008 ]
Cámara Española inaugura Comitê das Secretárias
Por Raquel Marques, Cámara Española
A Cámara Española promoveu na última quinta-feira (15/05) um happy hour no Restaurante Thaï Gardens para reunir as secretárias de empresas associadas e inaugurar um novo comitê.
A gerente geral da Câmara, Nuria Pont, explicou o interesse em atuar como um organismo de discussão de temas relacionados à área através de reuniões mensais.
Para representar o Comitê das Secretárias foram eleitas por unanimidade: Rosana Bolsonaro (Banco Fator) como coordenadora e Maria Inés Valdivieso Laterza (Prosegur) como secretária.
Durante a confraternização os presentes puderam desfrutar de canapés típicos da Tailândia e discutir assuntos pertinentes à profissão.
Os interessados em participar do comitê devem enviar um e-mail a: lucia@camaraespanhola.org.br.
[ 19/05/2008 ]
Setor imobiliário nacional atrai mais investidores estrangeiros
Depois da área turística, grandes grupos começam a cobiçar também os segmentos residencial e comercial
Marianna Aragão
Na semana passada, o bilionário investidor do setor imobiliário Sam Zell disse que o Brasil seria sua escolha, caso tivesse de fazer uma única aposta nos próximos anos. “Eu compraria Brasil”, respondeu de forma categórica, ao ser questionado sobre onde os investidores deveriam mirar em caso de terem uma única chance no mercado de imóveis. O americano comprou em 2005 14% das ações da construtora Gafisa, uma das maiores do Brasil - e deve continuar investindo alto por aqui.
Seguindo os passos de Zell, investidores estrangeiros têm dirigido um novo olhar para a construção civil brasileira. Americanos, europeus e árabes começam a ver prédios comerciais e residenciais, habitações populares e shopping centers nos grandes centros do País como um bom destino para seu dinheiro. Antes, apenas os empreendimentos turísticos no Nordeste - voltados principalmente para segunda moradia de europeus - mantinham tal status.
Dados da consultoria Cushman & Wakefield mostram que, em 2007, o Brasil foi o 11º país que mais recebeu investimentos estrangeiros no setor imobiliário, com cerca de US$ 14 bilhões. O volume é 143% maior que o recebido no ano anterior. Entre os emergentes, apenas a China teve desempenho melhor: recebeu US$ 15 bilhões. Boa parte desse crescimento se deve à entrada de novos segmentos no radar dos grupos internacionais.
“Cresceu o interesse por habitações populares e centros de compras, por exemplo, o que não existia três anos atrás”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Habitação (Secovi-SP), João Crestana. Segundo ele, o investimento nesses setores é “mais racional”. “A primeira leva de investimentos, no Nordeste, foi muito levada pelo entusiasmo”, afirma.
Os europeus, que mais investiram em resorts e imóveis para segunda moradia na região, lideram novamente o movimento. Segundo Crestana, empresas da Espanha, Portugal, Alemanha, Reino Unido e dos países nórdicos estão estudando ou já investem em novas modalidades imobiliárias no Brasil.
No último Salão Imobiliário de Madri, em abril, foram anunciados investimentos de cerca de 30 milhões em empreendimentos fora do Nordeste nos próximos seis meses, informa Maurício Eugênio, da agência publicitária Eugênio, especializada no setor imobiliário. “De 15 a 20 novos ‘players’ europeus devem ingressar no País dentro de 12 meses”, afirma. Até então, a entrada desses grupos vinha ocorrendo por meio de associações com empresas locais, compra de ações ou participação em fundos de investimento.
O espanhol Grupo Balboa é um dos poucos que já se instalou por aqui. Há três anos, chegou ao Brasil apostando nos empreendimentos para primeira moradia. “A demanda interna por habitação é o grande mercado no Brasil”, diz o presidente da subsidiária brasileira, Jonas Balboa. “O segmento de segunda moradia para estrangeiros ainda não está maduro.”
No ano passado, a incorporadora espanhola fez seu primeiro lançamento. Em parceria com as nacionais Company e Helbor, está construindo um condomínio com 714 apartamentos em Guarulhos (SP), voltado à classe média alta. Este ano, vai lançar outros 1,5 mil apartamentos em três novos projetos no Estado, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 550 milhões. Com os investimentos, o País já representa 17% do volume de negócios do grupo no mundo. Em três anos, a expectativa é que essa participação represente um terço do total.
“Acreditamos que o mercado imobiliário brasileiro de primeira moradia vai crescer de forma estruturada nos próximos 10 a 15 anos”, diz Balboa. Segundo ele, o otimismo se justifica pela profissionalização e capitalização das companhias brasileiras do setor.
Segundo o diretor da Câmara Espanhola de Comércio, Fábio Mortari, um dos motivos para o despertar dos espanhóis para novos segmentos foi a crise imobiliária naquele país. “Os preços lá ficaram insuportáveis”, diz. Para ele, a oferta em excesso de empreendimentos no Nordeste também colaborou. “Há muitos lançamentos e a terra já não está tão barata.”
Além disso, Mortari acredita que os investidores buscam alternativas de investimento imobiliário mais seguras. “Muitos querem fugir dos riscos dos empreendimentos turísticos, atrelados à sazonalidade”, diz. Imóveis comerciais e shoppings em centros como São Paulo e Rio, por sua vez, já têm mercado consolidado. “O retorno é praticamente garantido.”
Garantido e rápido, acredita Maurício Eugênio. Segundo ele, as licenças e aprovações ambientais de projetos turísticos podem fazer com que o investidor leve anos para ver o empreendimento pronto - e receber o retorno sobre o capital investido. “Em outros tipos de incorporação, se vê resultado em menos de um ano.”
NÚMEROS
US$ 14 bilhões foi o total de investimentos estrangeiros no setor imobiliário no Brasil no ano passado
143% foi o aumento dos investimentos no ano passado, na comparação com o ano anterior
US$ 15 bilhões foi o total dos investimentos estrangeiros em imóveis na China, o único emergente que ficou à frente do Brasil nesse ranking.
Fonte: Estado de São Paulo
[ 05/05/2008 ]
Custos de listagem são o maior desafio para o Bovespa Mais
Luciano Feltrin
São Paulo, 25 de Abril de 2008 - Os custos - considerados altos pelas empresas - para fazer o IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) listando-se no Bovespa Mais são o maior entrave para que o segmento deslanche. A opinião é de especialistas do mercado de capitais e de escritórios de advocacia que estruturam operações de ida à bolsa. Alguns desses executivos reuniram-se ontem, em evento na Câmara Espanhola de Comércio, para discutir as perspectivas para o segmento.
A Nutriplant fabricante de fertilizantes cuja oferta de papéis inaugurou o segmento de acesso da bolsa em fevereiro, levantou R$ 20 bilhões e gastou R$ 1,5 milhão para estruturar a operação. Seu IPO não teve esforços de colocação dos papéis nos Estados Unidos, o que significa que a empresa não teve gastos com honorários de advogados estrangeiros e com a elaboração de seus documentos em inglês. "Os custos para viabilizar uma operação desse porte no exterior são desproporcionais", diz Ronald Herscovici, sócio do Souza, Cescon Avedissian, Barrieu e Flesch Advogados, que assessorou a Nutriplant em seu processo de abertura de capital. Na ocasião, oito investidores qualificados para participar da oferta compraram as ações. "Os papéis ficaram concentrados no mercado interno, o que acreditamos possa consolidar-se como um padrão em novas operações similares", disse Herscovici.
Na avaliação de Carlos Alexandre Lobo, um dos sócios do escritório Pinheiro Neto, o alto nível de preparo e informação desses investidores - que incluem os grandes fundos de pensão e investimentos - poderia tornar mais flexíveis as exigências a que são submetidas companhias que abrem capital no Bovespa Mais. "Conversamos com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) durante o IPO da Nutriplant sobre essa distinção dos documentos de acordo com o público-alvo da oferta. Para as próximas operações, queremos explorar melhor a possibilidade de simplificação dos prospectos, que é uma das maneiras de diminuir os custos da emissão", exemplifica.
Atualmente a instrução 202 - que trata dos registros de companhia aberta no País - não estabelece diferenças para ofertas pelo volume captado ou pelo perfil dos investidores a que se destinam. O assunto, entretanto, tem vindo à tona nos últimos anos com maior intensidade. No ano passado, por exemplo, CVM e outras duas entidades do mercado - Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) e Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) - reuniram-se para discutir os custos das emissões. "Não há sentido em que ofertas voltadas a investidores qualificados e cientes dos riscos do negócio precisem de prospectos imensos com informações dispensáveis", afirma o presidente da Abrasca, Antonio Duarte Castro.
Horizonte
Na avaliação da Bovespa, companhias com operação recente e que queiram acessar o mercado acionário podem ter custos de outras naturezas. Por isso, é possível a elas listarem-se no Bovespa Mais e deixar para realizar uma oferta depois de algum tempo. "Os gastos mais simples de entender e tornar tangíveis, como aqueles com advogados e consultores, não são o maior problema para novas empresas do mercado. Elas sofrem mais com o desconhecimento e precisam de um tempo para capturar e demonstrar valor ao mercado e aos investidores", afirma a supervisora de desenvolvimento de empresas da Bovespa, Patrícia Pellini.
Segundo dados da especialista, a bolsa teve encontros recentes com aproximadamente 400 empresas que têm planos de abrir o capital. "Muitas delas, porém, estão bastante distante de uma cultura e da realidade adequadas ao mercado, como a de relação com sócios minoritários e mesmo com sócios estratégicos que possam participar do negócio", afirma.
Para a executiva da Bovespa, embora o IPO da Nutriplant tenha levantado pouco mais de R$ 20 milhões, o valor de futuras emissões no segmento pode ser bastante superior. "Novas ofertas que acontecerem podem ter uma faixa bastante flexível de captação, entre R$ 20 milhões e R$ 200 milhões", exemplificou Pellini.
(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Luciano Feltrin)
[ 25/04/2008 ]
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